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Capítulo III - Um pouco de história e, quiçá, sociologia dorenses
Do lado oposto ao que morávamos, na mesma praça, residia um casal, dona Aurinha e seu Edson. Eu a chamava de vó e neto dela eu me sentia. A ele eu chamava de tio. Assim era o casal para mim e pronto: vó Aurinha e tio Edson. O sangue que não corria nas veias fluía no afeto, e disso me bastava. Guardo na memória imagens congeladas, como fotografias, dos dois sentados na calçada da nossa casa, conversando e rindo, na companhia do meu pai, da minha mãe e de outras pessoas — aquel
Antonio Passos de Souza
7 de ago.3 min de leitura


Nem tudo pode ser dito...
Edifício Maria Feliciana, construído entre 1969 e 1970 durante o governo Lourival Baptista Por si só, a ação de se imaginar normalmente nunca é antecedida de um propósito. A imaginação está atrelada à condição humana da consciência. Uma consciência sem imaginação ficaria presa apenas ao que é concreto e físico, incapaz de inventar o futuro ou refletir sobre o passado. O que trago aqui na verdade é a descrição de um evento grandioso para a época, na cidade de Nossa Senhora das
Duarte Filho
6 de ago.2 min de leitura


Capítulo I - Uma banda garbosa
Não tenho memória certa, nem data firme, do instante em que a música me visitou pela primeira vez. Mas juro, leitoras e leitores, que foi como naquelas fumacinhas dos desenhos animados — o vapor entrava em cena, os personagens flutuavam, levitados pelo aroma, e iam atrás da origem como cães farejando um osso. Quase sempre a tal nuvem inebriante conduzia a uma panela ou prato, donde saía o nevoeiro saboroso. Na minha comparação, que não peço perdão por fazer, a “fumaça” que me
Antonio Passos de Souza
25 de jul.2 min de leitura
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