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Tempos outros...
E o curso mais procurado no SENAC naquela época era o de datilografia. Logo após sua conclusão e aproveitando o embalo, fazíamos o de datilografia em máquinas elétricas; um avanço. Seu teclado muito mais sensível, imprimíamos uma velocidade de digitação muito maior. Estávamos assim prontos para o mercado de trabalho. Era o primeiro passo e uma grande qualificação. O SENAC ainda está lá. Esquina da Ivo do Prado (Rua da Frente) com a Avenida Barão de Maruim. Hoje, uma edificaçã
Duarte Filho
13 de ago.2 min de leitura


Nem tudo pode ser dito...
Edifício Maria Feliciana, construído entre 1969 e 1970 durante o governo Lourival Baptista Por si só, a ação de se imaginar normalmente nunca é antecedida de um propósito. A imaginação está atrelada à condição humana da consciência. Uma consciência sem imaginação ficaria presa apenas ao que é concreto e físico, incapaz de inventar o futuro ou refletir sobre o passado. O que trago aqui na verdade é a descrição de um evento grandioso para a época, na cidade de Nossa Senhora das
Duarte Filho
6 de ago.2 min de leitura


Todas as flores
A mulher acordou bem cedo, comeu ligeiro, amamentou a filha, deixou-a aos cuidados da avó e saiu apressada, pois um importante compromisso levava a apartar-se da pequena. O lugar era longe, teria que pegar duas conduções para chegar até lá e precisava retornar o quanto antes para voltar a alimentar a bebê. Ao chegar, encontrou o cartório ainda fechado; posicionou-se à porta, ela seria a primeira a entrar. Aos poucos uma fila foi se formando e, às oito horas, a porta foi abert
Izabel Melo
28 de jul.3 min de leitura


Cavalo meu, cavalo de pau
Viver o presente e projetar o futuro em pensamentos e sonhos é da condição humana, dentre outras capacidades. Ter bem guardado em mente, realizações passadas, é também muito próprio de nossa capacidade. Quem, quando ainda criança, já não fez de um cabo de vassoura um seu grande e imponente alazão? Se assim foi, certamente jamais esquecerá dos momentos tão prazerosos vividos. Imprimiam posturas e manobras extremamente radicais que somente um “cavalo de pau” é capaz de realizar
Duarte Filho
20 de jun.2 min de leitura


Uma noite fora do tempo
Algumas noites parecem suspender o tempo. Ontem foi uma delas. No começo da tarde, eu tinha enviado a Antônio Passos o prefácio de Cartas cariocas escritas por um sergipano, livro que ele vai lançar ainda este ano. À noite, porém, percebi que o encerramento do texto coincidia, de maneira curiosa, com a continuação da própria experiência que lhe deu origem. Refiro-me ao lançamento do documentário Folha da Praia – Um pasquim sob o sol de Aracaju, do jornalista e diretor Alex Na
Acácia Rios
29 de mai.3 min de leitura


A feijoada
Ele tinha em seu quarto tudo o que precisava. Ali era seu mundo, e o mundo se resumia naquele templo virtual onde vivia imerso em um ambiente digital orbitando em redes, não de descanso, mas sociais. A mãe não via com bons olhos esse estilo de vida, inconformada, insistia para o filho sair, se encontrar com amigos, divertir-se, mas o argumento dele era o mesmo, por meio do computador poderia interagir com quem quisesse. No entanto, existia algo ou alguém que o fazia se ausent
Izabel Melo
30 de abr.2 min de leitura


Mudanças
A mulher já perdera as contas de quantas vezes tinham se mudado, quinze, vinte, não sabia ao certo. Parecia de propósito, era só começar a tomar gosto pela casa e fazer amizade com a vizinhança, quando menos esperava, o marido vinha com a mesma cantilena -- precisamos mudar de ares. Nem sempre trocavam de cidade, podia ser de bairro ou apenas de rua. E aí começava o transtorno, desmontar móveis, encaixotar louças, roupas, procurar nova escola para os meninos. Os deslocamentos
Izabel Melo
3 de fev.2 min de leitura


Salve o novo ano
Diferente de qualquer final, que sempre é acompanhado com a sensação do dever cumprido, já se encerrou, é passado; o início em se traz consigo muito mais incertezas, ansiedades, apreensões, enfim, é futuro e assim não nos cabe a certeza. Cabe-nos a disponibilidade, o trabalho, a boa luta e o que mais nos é possível; o exemplo pessoal, individual, próprio de cada um e assim vai se formando o cumprimento do dever que ao final se cumprirá. Sim, como um ciclo, não necessariament
Duarte Filho
1 de jan.2 min de leitura


O colecionador de sinos
Quando Januário nasceu, o sino da Matriz da sua terra natal anunciava a hora do Ângelus, aquele seria o primeiro som registrado pelos seus ouvidos. Anos depois, aos quatro anos, foi levado embora para morar com parentes, pois, sua mãe, já separada do seu pai e passando dificuldades, não podia sustentá-lo. Na estação, o sino tocava insistentemente anunciando a saída do trem, desesperado e em prantos, agarrava-se à saia de sua mãe, aquilo seria uma difícil separação, necessária
Izabel Melo
13 de nov. de 20253 min de leitura


Um Pedro...
Nesse meu pedaço de vida além de mediana, já passei dos sessenta e tantos, tive a oportunidade de conhecer alguns Pedros. Uns de nome, outros de aparências, comportamentos, uns de hábitos e outros ainda de pura imaginação minha. O de hoje e que trago aqui, me foi aparente quando ainda cedinho caminhava por uma passarela, acho e me acho, ao desfilar pelas ruas de nossa tão querida por mim, Aracaju. Estuário do rio Sergipe, ao fundo, ao longe, distante e sobre sua pequena canoa
Duarte Filho
3 de nov. de 20252 min de leitura
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