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Ricardo Marques: sem fundo!

Ricardo Marques, PL, Governo de Sergipe, Rodrigo Valadares, Articulistas em rede, Tônia Lobão.

Os partidos políticos e seus candidatos ao Senado e ao Governo em Sergipe juram, nos palanques, que serão justos no emprego do dinheiro público. Mas, não é bem isso o que está acontecendo com a bufunfa do fundo partidário.


Ricardo Marques, do PL, candidato ao Governo, não recebeu quantia considerável e ainda não publicou o primeiro relatório de contas. O mesmo partido despejou R$ 3 milhões na campanha de Rodrigo Valadares, para o Senado.


Na fachada inaugurada por Rodrigo, um retrato em família: ele, Moana e os Bolsonaros pai e filho. Ricardo, candidato ao Governo, aparentemente foi escalado para fotografar o evento.


Rodrigo pondera que continuará pedindo votos para Ricardo. Generosidade tocante: primeiro tira-se a cadeira; depois, oferece-se um copo d'água para o homenageado assistir à reunião em pé.


O candidato ao Governo saiu de um grupo dizendo que estava escanteado e chegou ao outro para descobrir que o escanteio anterior talvez fosse camarote. Como diz meu colega Tubiba Dourado: "a cidade cochicha, minha gente, e a coluna escuta."


Eduardo Amorim, do Republicanos, doou R$ 10 mil para a própria campanha — será isso o que se chama autoajuda? Dez mil reais para disputar o Senado! O candidato é médico ou uma sumidade em economia?


Alessandro Vieira, do MDB, outro campeão do aperto: R$ 40 mil declarados, dos quais R$ 35 mil vieram do prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Carvalho, seu coordenador de campanha, e R$ 5 mil do partido.


Mulheres na reserva


A convergência é tocante: três pesos pesados na disputa pelo Senado, descobriram as mulheres na mesma semana — falar sobre as mulheres está na moda. Mas, por que esses partidos não lançaram candidatas ao Senado?


Curioso o detalhe: entre tantos defensores das mulheres, apenas uma candidatura feminina ao Senado foi homologada. O nome dela é Renatinha; e o partido é o Democracia Cristã.


Digna de prêmio é a “conquista” celebrada: uma mulher como segunda suplente de André Moura, outra como primeira suplente de Alessandro Vieira. Ou seja: as mulheres entram na chapa como reserva — e o discurso oficial apresenta isso como protagonismo feminino.


Foto: Redes Sociais / Reprodução.

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