Outubro de 2012... ninguém sabia exatamente o que viria depois
- Flávio Protásio de Vasconcelos

- há 2 dias
- 2 min de leitura

Ainda era um tempo em que reuniões tinham menos telas e mais presença. As pautas circulavam em papel, os alinhamentos aconteciam olho no olho e a fotografia servia menos para publicação e mais para registrar momentos que, sem percebermos, acabariam se tornando memória institucional.
Naquela sala, reunidos com a Casa do Inspetor em Sergipe, estavam pessoas que carregavam não apenas cargos, mas histórias, trajetórias e diferentes fases da Polícia Rodoviária Federal.
Da esquerda para a direita: inspetor Antonio Passos, chefe de gabinete; PRF Renato Teles; PRF aposentado Aroaldo; inspetor Osvaldo, diretor da Casa do Inspetor em Sergipe; inspetor Artigas, Superintendente Regional; PRF Moacir; e inspetor Flávio Vasconcelos, então chefe de Comunicação.
Hoje, olhando a fotografia, chama atenção algo que o tempo costuma revelar: naquele instante ninguém sabia exatamente o que viria depois.

Havia quem estivesse consolidando a carreira. Havia quem já carregasse décadas de serviço. Havia quem mais tarde assumiria novos desafios, mudaria de função, se aposentaria ou seguiria outros caminhos. Mas naquele outubro de 2012 existia algo comum a todos: a sensação silenciosa de participar de algo maior que cada indivíduo.
A mesa simples, os copos alinhados, o café pronto, as fardas e camisas sociais dividindo o mesmo espaço — tudo parece lembrar uma época em que a construção institucional acontecia muito também por encontros como esse.
Rever essa imagem é perceber que o tempo transforma cargos em lembranças, funções em capítulos e reuniões em patrimônio afetivo.
E talvez seja esse o valor dessas fotografias: não mostrar apenas quem estava na sala, mas registrar quem éramos naquele momento da vida.
Outubro de 2012 ficou para trás. Mas, de algum modo, aquela reunião continua acontecendo toda vez que alguém olha essa foto e se lembra.
Fotos disponibilizadas por Flávio Protásio de Vasconcelos.
Obrigado por ter lido este artigo. Se gostou da leitura, por favor, dê um click no coraçãozinho que está do lado direito, um pouco mais abaixo. Valioso também é receber um comentário seu e isso pode ser feito descendo um pouco mais na rolagem da página e escrevendo no espaço Escreva um comentário. Temos fé no diálogo!








Eu endosso as suas palavras, Flávio!