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A China social-democrata X capitalismo das guerras sem declaração

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O que acontece na China hoje não é uma simples mudança de rota da revolução, mas previsão decorrente da profunda reflexão permanente do país.


A China, ao seu modo, persegue a tão desejada, mas também fatigante luta utópica. Aí nos deparamos com os comentários horrorizados de desavisados imaginando a possibilidade de o comunismo vir a existir no Brasil e suas casas serem tomadas pelo governo.


Essa gente usa Cuba como exemplo de fracasso do socialismo, ignorando que desde 1962 o país está sob um bloqueio econômico criminoso que o impede de comprar e vender para os países alinhados aos EUA e poucos se posicionam solidariamente a Cuba.


Essa percepção distorcida sobre socialismo reforça a ideia de que os trabalhadores são escravizados e o que existe ali é uma ditadura, esquecendo que o modelo revolucionário faz existir os conselhos populares e o povo compreendendo os objetivos da revolução, entra em sintonia com o governo, enquanto nos EUA a eleição do presidente praticamente é via colégio eleitoral e o voto popular é subvalorizado. Os EUA se constituem numa pseudemocracia.


Quem defende tal sistema nos EUA justifica que o voto popular poderia eleger populistas e o país se transformaria numa república de bananas. Pois, está lá como hospedeiro da casa branca um governo que abriga as ideias mais extremas e vai muito além de populista, por ser criminoso em vários aspectos.


Quem elege os governos estadunidenses são os lobbies já conhecidos, da indústria bélica, do petróleo, do mercado financeiro, e, claro, o mais atual e perigosíssimo lobby das big techs, além de tantos outros mais obscuros, que operam em camadas subterrâneas como os traficantes das armas e das drogas e servem até de justificativas para os EUA interferir militarmente nos países, desrespeitado totalmente as respectivas autonomias e, como vimos, invadir, sequestrar e assassinar os líderes destes países. No Brasil esses lobbies operam nos bastidores e os CNPJ não podem financiar as campanhas eleitorais, mesmo assim o descalabro que produzem é visivelmente estarrecedor.


Comparemos quantas guerras os países que se assumem socialistas ou sociais-democratas empreenderam e quantas os capitalistas impuseram, a despeito de autorizadas ou não pelo Conselho de Segurança da ONU, e muito menos sem a declaração oficial do país agressor, senão uma mensagem moleca nas redes sociais.


Não é à toa que dentro das plataformas políticas dos países socialistas a paz é permanentemente mantida como de alta importância para a prosperidade social. A guerra só faz sentido na iminência comprovada de um ataque ou na defesa contra a agressão consumada.


A China, país de sabedoria milenar, depois de passar maus pedaços com as diversas invasões sofridas, aprendeu que para diversificar relações, políticas e comerciais não precisa se submeter aos lobbies empresariais, mas dizer o que eles devem fazer sob orientação do Estado, e que, por sua vez, se submete ao controle do povo nas suas diversas instâncias de decisão.


No frigir dos ovos, a China faz hoje o que alguns teóricos afirmam: "O futuro da humanidade será social-democrata, pois haverá a junção do que houver de bom no capitalismo e no socialismo". Assim, a distância da utopia fica menor, ainda que a saibamos escapar como fluído etéreo. É o desejo de alcançá-la que faz a graça da luta permanente. O socialismo possível continua nos remetendo ao sonho benfazejo para a humanidade: paz , saúde e prosperidade sem patrão e sem estado.


Ilustração: Redes Sociais / Reprodução.

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2 comentários


Marcos Antonio
23 de abr.

É verdade companheiro , pode demorar um pouco , mas o povo se libertará desse capitalismo neoliberal do qual sofremos hoje .

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Antônio da Cruz
25 de mai.
Respondendo a

Sonhamos, nós os trabalhadores, com metas que pareciam impossíveis, assim como parecia ser o fim da escravidão, enquanto sistema oficial - Temos de acabar com o tipo de escravidão atual - da jornada de 16 horas, a conquista das férias de um mês, do décimo terceiro e o fim do trabalho infantil. O fim das classes privilegiadas também pode parecer impossível, pode parecer, mas quem sabe, né?!

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