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O marchante levou a melhor…

Valmir de Francisquinho, o marchante, Fábio Mitidieri, Articulistas em rede, Tubiba Dourado.
Valmir de Francisquinho, candidato a governador de Sergipe

"Vocês não querem um marchante, vocês querem alguém que sabe trabalhar." O governador Fábio Mitidieri, munido de faca afiada, queria cortar o adversário e acabou ferindo a própria candidatura à reeleição.


A reação não demorou: o marchante virou mártir, o palanque virou tribunal do preconceito social, e o episódio ganhou direito a parágrafos inteiros sobre dignidade do trabalhador.


Em Sergipe, terra de feira e de gado, chamar alguém de marchante em tom pejorativo foi um tiro no pé. O eleitor que o governador quis conquistar é, em boa parte, gente que trabalha com as mãos. A fala acabou soando como piada de mau gosto.


O palavreado pulou lá de cima do palanque e agora anda pela rua, entrou na feira e chegou à casa de quem acorda antes do sol. E a cidade cochicha, e a coluna escuta.


Arranjo curioso…


O partido apoia a reeleição do governador, mas, para o Senado, não subscreve a chapa completa do chefe. Preferências seletivas, minha gente, são a alma da política — e o PDT em Sergipe, ao que parece, escolheu a dedo onde quer pisar.


Enxaguando a Lava-Jato…


A magistrada de Curitiba, aquela que herdou os holofotes do antigo titular, foi afastada do cargo por dois anos. O conselho falou mais alto — cá entre nós, que ninguém nos ouve, o que se vê é pouco; o que se imagina é tudo.


Dizem que o nó da história está numa fundação privada que nasceria com R$ 2,5 bilhões recuperados pela operação. E a pressa em homologar, sem ouvir os órgãos competentes, deixou o rastro que o conselho não perdoou.


A defesa jura que não houve enriquecimento pessoal. Sem buscar o próprio bolso, a juíza ainda assim tropeçou nos deveres do cargo. Cargo é vidro, minha gente: tanto pode brilhar, quanto quebrar.


Dois anos de afastamento com salário proporcional ao tempo de serviço. Traduzindo do juridiquês: férias remuneradas com justificativa. O CNJ pune, pune, pune — mas a punição, tadinha, tem cara de licença-prêmio.


Foto: Redes Sociais / Reprodução.

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