top of page

O educandário e hotelzinho: suas cores e o jeito de interagir das crianças

há 10 horas
3 min de leitura
Articulistas em rede. Marcone Borges. Crianças. Escola. Pais e mães. Colorido.

Perto da minha casa, funciona uma escola infantil. Logo cedo, enquanto espero o transporte para ir trabalhar, costumo observar a chegada das crianças.


Em número expressivo, parte delas entra bem decidida, demonstrando contentamento; outras, geralmente as menores, aparecem ainda com sono ou não querem deixar a companhia de suas mães ou de seus pais.


Vejo com frequência o administrador da escolinha, junto com as funcionárias, na portaria, recebendo calorosamente as crianças. Gosto de observar o carinho com que as mães ou os pais tratam seus filhos na hora da despedida.


Naturalmente, esses adultos, não raramente, sentem um aperto no coração. Algumas crianças choram, principalmente no início. Depois, passam a deixar os seus pais até surpresos, entrando rápido, muitas vezes sem olhar para trás.


Algo me chamou a atenção. Já vi algumas vezes o responsável pelo estabelecimento — que é chamado de “Na fé”, uma pessoa simpática e comunicativa — pintando o muro do prédio, o qual tem várias pilastras que o dividem em várias partes.


O interessante é que cada uma delas é pintada de uma cor. Certo dia, eu cheguei a contar dez cores diferentes. No portão de acesso, há seis cores diferentes.


Em outro momento, quando “Na fé” estava pintando o muro, passei e disse: “Está ficando bonito, criança gosta de cores mesmo”. A partir desse dia, começamos uma certa amizade.


Na semana passada, fui convidado a entrar e gostei do que vi. Recebi de uma criança um “bom-dia” que foi sensacional, delicioso — uma energia maravilhosa para começar o dia.


Também me marcou o sorriso todo especial de outra criança, sobre a qual “Na fé” me disse que impressionava pela sua vivacidade e desinibição.


Na frente das portas que dão acesso às salas de aula, há uma paisagem natural muito bonita, com destaque para uma belíssima árvore, acompanhada por algumas plantas.


O desenhista, humorista, escritor, dramaturgo, tradutor, poeta e jornalista brasileiro Millôr Fernandes (1923–2012) certa vez incluiu em sua publicação o desenho colorido de uma criança, afirmando que os desenhos infantis costumam expressar o sentimento alegre e positivo delas diante da vida.


As cores da escola me fizeram lembrar da minha infância. Eu gostava de pintar as figuras no papel com lápis de cor. Usava várias cores em uma só figura. Achava bonito.


As cores trazem vivacidade à nossa vida. Isso tem tudo a ver com a alegria e a curiosidade das crianças, que, em fase de desenvolvimento, precisam de estímulos sensoriais variados.


Diferentes cores juntas trazem também um sentido simbólico de diversidade. Cada criança tem seu jeito, sua forma de interagir, e esse fato precisa ser visto e tratado com bastante cuidado.


Mais do que compreensão, educar é um gesto de amor. Na entrada da escolinha está escrito: “O amor é o eterno fundamento da educação”, frase do pensador Pestalozzi, nascido no século XVIII.


O que vi até agora naquela escolinha está de acordo com esse pensamento.


Ilustração: Redes Sociais / Reprodução.

Obrigado por ter lido as notinhas. Se gostou da leitura, por favor, dê um click no coraçãozinho que está do lado direito, um pouco mais abaixo. Valioso também é receber um comentário seu e isso pode ser feito descendo um pouco mais na rolagem da página e escrevendo no espaço Escreva um comentário. Temos fé no diálogo! Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos seus autores, não correspondendo necessariamente com a opinião do Articulistas em rede.

Comentários


bottom of page