Quem diria? A nossa pentacampeã do mundo, hoje uma seleção sem sal
- Tchê Batista

- 15 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de nov. de 2024

Ainda bem que há clubes de futebol por todo o Brasil, porque, se não fossem essas agremiações, se dependesse apenas da chamada seleção canarinho, talvez não existisse mais a nossa paixão pelo esporte da bola no pé.
Entra ano a sai ano, entra década e sai década e a seleção continua ao Deus dará. Numa pisada tão enfadonha que inspira mais sono do que vibração na torcida. O jogo é quase sempre amarrado, feio e nem os jogadores conhecemos mais.
Foi-se o tempo no qual a seleção era, de fato, uma encarnação viva do nosso futebol. Vestidos de amarelo ou azul, o que víamos em campo era uma harmonização do belo futebol jogado pelos clubes. Hoje, não. Tudo parece muito estranho!
Nesse rame-rame já se vão mais de vinte anos. Foi em 2002, do outro lado do mundo, na Copa da Coreia do Sul e do Japão, quando o Brasil levantou a taça do pentacampeonato. De lá pra cá, mais nada. Nem sequer a sombra do futebol bonito de outrora.
Há quem diga que é isso mesmo, que as outras seleções evoluíram e nós temos que aceitar a realidade dos novos tempos. E nós? Por que não procuramos nos reinventar também? Por que apenas se dobrar, de modo amestrado, aos cânones do futebol europeu?
Estamos agora atolados em uma modorrenta campanha em busca de um passaporte para a próxima Copa. Ninguém duvida que a nossa seleção conquistará uma vaga, porém, futebol de classe e beleza mesmo, que é bom, nada!
Ainda bem que existem o Flamengo, o Palmeiras, o Atlético Mineiro, o Internacional, o Botafogo, o Bahia, o Corinthians, o Fortaleza e por aí vai…
Porque esses clubes conseguem manter a paixão dos torcedores. Torcendo por esses e outros times brasileiros, nós ao menos sentimos mais proximidade com os jogadores, nos sentimos participantes na paixão pelo futebol.










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