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O "modo automático", o pensamento e a sensibilidade

Marcone Borges, pensamento e sensibilidade, Articulistas em rede

A chamada correria da vida tem nos levado em várias situações, pensando no cumprimento de determinadas ações programadas, a agir de maneira um tanto robotizada, correndo o risco, muitas vezes, de não proceder com o devido senso de humanismo, essencial para nós.


Um amigo me contou que ao passar apressado por uma rua do centro de Aracaju, foi chamado por um homem que apresentava um grave ferimento na perna. Ele me disse que ouviu o chamado, mas continuou andando na mesma velocidade, sem ter dado uma resposta.


Depois de caminhar por mais alguns metros, ele perguntou para si mesmo: "por que eu ignorei aquele homem, por que eu fiz isso?"


Então, imediatamente, voltou e foi falar com o homem que houvera lhe pedido atenção.


Perguntou o que ele queria. Era pra saber se o meu amigo poderia pagar um café. E ouviu dele que estava pedindo só o café mesmo.


No momento em que me contava o ocorrido, disse, sensibilizado: "não custa nada dar um café a uma pessoa".


Ele indagou o homem se o mesmo já tinha comido alguma coisa naquele dia. A resposta foi não. Então, foi buscar o café e trouxe também dois salgados.


Fico imaginando a expressão de agradecimento daquela pessoa em situação tão vulnerável.


O que veio rapidamente na minha cabeça foi que a reflexão e a sensibilidade é que podem nos levar a parar um pouco com a correria para agir generosamente.


No caso do amigo que me contou esse ilustrativo evento, posso afirmar que a reflexão e a sensibilidade são características frequentemente presentes nas suas condutas.


Ilustração: Redes Sociais / Reprodução.

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9 comentários


Convidado:
há 2 dias

Tudo muito belo , oque eu poderia falar porém já foi expressado por pessoas muito inteligentes acima, é exatamente isso aí, parabéns gente ! Mas ainda digo a pressa não é amiga de ninguém ,se der faça tudo com antecedência para não se atropelar nem deixar de dar atenção a um precisado que a tí recorrer. No entanto até em reunião de amigos você quer trocar uma ideia com um deles sobre um outro amigo que precisa da nossa ajuda e não consegue porque alí pegadinho a ele você chama pelo nome dele umas três ou quatro vêzes e ele não te responde dando ouvidos as prosas vazias do grupo. Portanto não tendo ti…

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Francisca das Chagas
há 2 dias
Respondendo a

Não estava certa que participaria desse jogo

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Joao brasileiro
há 3 dias

Sempre poderemos e devemos parar e dar atenção a outra pessoa, isso é um refrigerante e um descanso na loucura do mundo

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Lucas Ferreira
há 3 dias

Parabéns pelas palavras amigo Marcone, como sempre cirúrgico em transmitir o pensar. Gosto bastante de seus artigos. Vamos correr menos e olhar mais o nosso redor, podemos estar perdendo a oportunidades pela nossa pressa, nem que seja a oportunidade de ajudar o próximo.

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Marcone Borges
há 3 dias
Respondendo a

Perfeito, Lucas. Obrigado!

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Marcone Borges
há 3 dias

Obrigado, Sidney

Um comentário primoroso esse seu

Fruto de um olhar sensível e de uma peculiar capacidade de expressão

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Convidado:
há 3 dias

Parabéns pelo artigo e gostaria de aproveitar e desabafar um sentimento e um pensamento que as vezes analiso. As vezes parece que o mundo virou cada um por si e Deus por todos, que particulamente quando vejo alguém fazendo algo generoso sem nada em troca me emociono. Porque hoje o simples fato de ouvir alguém faz toda diferença.

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Marcone Borges
há 3 dias
Respondendo a

Que interessante!

Simplesmente ouvir um bom dia dito com autenticidade e energia tem me comovido ultimamente.

Esse tipo de interação mostra que há pessoas presentes de fato, não só um agrupamento casual de indivíduos que parecem não se importarem uns com os outros

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