Não tenho memória certa, nem data firme, do instante em que a música me visitou pela primeira vez. Mas juro, leitoras e leitores, que foi como naquelas fumacinhas dos desenhos animados — o vapor entrava em cena, os personagens flutuavam, levitados pelo aroma, e iam atrás da origem como cães farejando um osso. Quase sempre a tal nuvem inebriante conduzia a uma panela ou prato, donde saía o nevoeiro saboroso. Na minha comparação, que não peço perdão por fazer, a “fumaça” que me