Ser de classe média já foi um ideal. Parecia claro que diminuindo a superconcentração de renda nas contas da elite ricaça e favorecendo os mais pobres, todos ficariam mais perto do meio termo. A lógica era simples e bonita, quase uma receita de bolo: se a fatia fosse dividida com mais justiça, ninguém precisaria passar fome para alimentar o consumo desenfreado de outros. Sonhava-se que as escolas dos filhos do pedreiro e do engenheiro tivessem qualidade aproximada. Desse modo