Brasil X Noruega
- Marcone Borges

- há 1 dia
- 3 min de leitura

Brasil e Noruega vão disputar no próximo domingo uma vaga nas quartas de final da copa do mundo. Essa disputa promete ser tensa e emocionante.
O adversário da nossa seleção vem com um respeitável retrospecto recente. Ganhou todas as 8 partidas que disputou nas eliminatórias europeias. Na copa, disputou 4 partidas, das quais venceu 3. Perdeu apenas para a poderosa França, inclusive quando já estava classificada para a segunda fase e entrou em campo com jogadores reservas.
A Noruega eliminou a boa equipe da Costa do Marfim, com uma vitória justa, nos 90 minutos, mostrando qualidade. Voltou forte, depois de 28 anos sem participar desse tradicional e badalado torneio mundial. Na sua última participação, em 1998, venceu o Brasil por 3 x 2.
O time conta com a forte presença do atacante Haaland, que já marcou 5 gols na atual competição. Ele que é uma das principais atrações do Manchester City, onde vem se destacando em grandes competições, de repercussão mundial. Jogador fisicamente forte, com ótimo poder de finalização e importante capacidade de dar as cada vez mais valorizadas assistências, deixando seus companheiros em privilegiadas condições de finalização. Eu não queria estar na pele dos defensores brasileiros que terão a difícil missão de marcar esse distinto jogador. Qualquer vacilo com esse artilheiro pode ser fatal.
Outro destaque mais festejado dos noruegueses é o meio campista Odegaard, principal organizador das jogadas.
O Brasil vem melhorando, ganhando confiança. E vitórias difíceis como aconteceu diante do Japão vão fortalecer a equipe. Nossa seleção está se arrumando dentro da competição.
O time carece de laterais mais qualificados. A falta de um jogador mais criativo e versátil no meio de campo agora parece não ser um grande problema, já que Bruno Guimarães vem jogando muito bem. O grande comentarista e campeão do mundo como jogador em 1970, o fabuloso Tostão, afirmou que Bruno Guimarães, caso mantenha a qualidade das suas últimas atuações, pode ser um dos destaques da copa, mesmo que o Brasil não seja o campeão.
Estou empolgado com as presenças insinuantes e efetivas de Rayan e Endrick, sangue novo imprescindível no nosso futebol. Um amigo achou que Tostão, normalmente sereno e ponderado, deixou transparecer empolgação no seu texto, publicado logo após a vitória do Brasil contra o Japão.
O maestro Junior afirmou no final do último jogo que jogando assim o Brasil começaria a despertar temor nos nossos adversários. Penso que aí mora um perigo velho conhecido nosso. Uma possível euforia pode voltar a nos contagiar, algo que a gente sabe no que pode dar.
Estávamos sem acreditar na nossa seleção. O nosso envolvimento com ela, de modo geral, já não é mais o mesmo. A própria mobilização com a copa também não. Mas aí a seleção canarinho vai melhorando, a gente vai se envolvendo mais. Então a possibilidade de sentirmos mais forte o impacto de uma eventual eliminação, antes das semifinais, torna-se maior.
Por sua vez, o histórico das últimas 5 copas não nos é nada favorável. Na última vez que ficamos entre os quatro melhores da competição, passamos por duas humilhações, o 7 x 1 contra a Alemanha, além da derrota por 3 x 0 diante da Holanda, dentro do nosso país.
Esperamos que os torcedores mais jovens também tenham, sem grande demora, a felicidade de ver o Brasil campeão do mundo. Ou, pelo menos fazendo um papel mais digno até o final, honrando nossas tradições com um bom futebol e uma postura daqueles que perdem mostrando que poderiam ganhar.
Disputar com dignidade e força é preciso. Ganhar o título de campeão seria uma alegria inefável.
Foto: Redes Sociais / Reprodução.
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Texto inteligente e ponderado. Muito bom