A mulher já perdera as contas de quantas vezes tinham se mudado, quinze, vinte, não sabia ao certo. Parecia de propósito, era só começar a tomar gosto pela casa e fazer amizade com a vizinhança, quando menos esperava, o marido vinha com a mesma cantilena -- precisamos mudar de ares. Nem sempre trocavam de cidade, podia ser de bairro ou apenas de rua. E aí começava o transtorno, desmontar móveis, encaixotar louças, roupas, procurar nova escola para os meninos. Os deslocamentos